O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, começou a adotar a tática do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de fazer declarações sobre prováveis invasões territoriais, e/ou assassinatos, vindas dos Estados Unidos como forma de conter a escalada de pressõe sobre o seu governo.
Hugo Chávez sempre usou deste recurso. À medida que a situação interna, ou internacional aumentava sobre si, ou sobre seus aliados, o procedimento adotado era de que as pressões faziam parte de uma medida estratégica dos EUA, preparando terreno para sua queda e de seus aliados, ou para a invasão do país.
As declarações sempre tiveram efeito propagandístico, de acordo com avaliação de especialista, uma vez que qualquer ataque teria custo desproporcional a qualquer vitória supostamente planejada. Ou seja, as alegadas denúncias visavam o efeito de desviar a atenção do fatores concretos e produzir união da opinião pública em seu favor.
Segundo avaliações de analistas internacionais, o procedimento está sendo usado agora por Ahmadinejad, uma vez que as pressões internacionais estão aumentando, já que as medidas diplomáticas até agora aplicadas não mudaram o planejamento do país em relação à condução do seu “programa nuclear”.
A possibilidade de Guerra na região é real. Analistas acreditam que ela tende a ocorrer, porém, a declaração do presidente iraniano não esclarece o teor da suposta denúncia, razão pela qua os especialistas a estão considerando como uma manobra para forçar os países que antes estavam neutros e depois passaram a apoiar os EUA, no caso a Rússia e a China, a impedir quaisquer medidas adotadas por Washington.

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