De acordo com as declarações do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a produção de petróleo e gás brasileira deixa o Brasil em uma “posição confortável do ponto de vista do abastecimento de gás e quase em condições de esnobar o produto que importa atualmente da Bolívia”. O gás boliviano responde por, aproximadamente, 10% da matriz energética brasileira e abastece, principalmente, as regiões sul e sudeste, sendo importante, em especial para a região sul.
O presidente Lula aproveitou a oportunidade para defender a forma como se comportou diante da ação de Evo Morales, presidente da Bolívia, em 2006, quando este nacionalizou a Petrobrás. Afirmou que, na época, preferiu a negociação ao invés do confronto, pois o Brasil é um país rico, enquanto a Bolívia um país pobre, além disso a bolívia é a dona do gás. Lula está preparando o discurso de sua candidata na eleição presidencial que ocorrerá em outubro de 2010.
Certamente haverá críticas ou citações ao fato e, ao que tudo indica, o caminho da resposta será afirmando que se sabia das condições em que o Brasil estava, necessitando apenas de tempo para não precisar mais do fornecimento, o qual será mantido para cumprir os contratos internacionais e ajudar a Bolívia a crescer.
É o discurso do mediador no continente que prevalecerá e, neste sentido, a estratégia adotada poderá produzir efeitos, diminuindo as críticas à forma como foi dada a resposta. Será apresentada a imagem de um planejamento estratégico, afirmando-se que foi contruído um cenário próximo ao que se tem hoje. Ou seja, será afirmada a competência de sua assessoria em assuntos de energia, economia e internacional.

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