A “União Européia” (UE) e mais seis países que integram o “projeto internacional de fusão nuclear” “ITER” (sigla em inglês de “Reator Termonuclear Experimental Internacional”) concordaram ontem, dia 28 de julho, em realizar um investimento de aproximadamente US$ 21 bilhões (aproximadamente, R$ 40 bilhões) na iniciativa para gerar energia limpa e barata, até 2027.
De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias “BBC”, o “ITER” teve seu início em 1985, quando os presidentes dos Estados Unidos, Ronald Reagan, e da União Soviética, Mikhail Gorbachev, decidiram fechar um acordo internacional para desenvolver energia a partir da fusão nuclear.
O objetivo é reproduzir na Terra as reações nucleares que ocorrem no Sol, criando o maior reator de fusão nuclear do mundo, com a capacidade inédita de produzir mais energia do que consome.
Após a reunião desta quarta-feira, os membros do conselho do projeto - Índia, China, Coréia do Sul, Japão, Rússia, Estados Unidos e UE - decidiram que o japonês Osamu Motojima será o novo diretor-geral do “ITER”, responsável pela manutenção do cronograma e dos custos do projeto.
Motojima já enfrenta seu primeiro desafio no primeiro dia de mandato, já que a UE decidiu limitar a sua participação em US$ 6,6 bilhões, um corte de 9% em relação ao montante anteriormente previsto. Com isso, Motojima terá que completar a fase com cerca de US$ 850 milhões a menos que o prometido.
Um dos pontos mais criticados foi a estimativa de custo do Projeto, que, na administração anterior, saltou de 5 milhões de euros para cerca de 15 milhões de euros. Em uma conjuntura na qual o Bloco europeu se esforça para superar a crise econômica, as críticas ao projeto também triplicaram após o anúncio de que a UE propôs financiar o “ITER” com verbas de fundos de pesquisa ainda não repassadas de outros estudos.

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