As Pequenas e Médias Empresas (PME’s) da União Européia (UE) são definidas como empresas com menos de 250 empregados e volume máximo de €50 milhões. Geralmente, são vistas como a espinha dorsal da economia européia, representando 99% das empresas do Bloco. As PME’s são as mais importantes empregadoras e a fonte principal de novos postos de trabalho, cabendo-lhes um papel crucial nos esforços para auxiliar a economia européia a sair da atual recessão.
Com vistas a colocar as PME’s da Europa na vanguarda do processo de decisão, mudar o foco das políticas de emprego e realizar a criação de uma indústria para as PME’s, a Comissão Européia, órgão executivo da UE, está planejando abrir uma série de novos escritórios em todo o mundo, com a pretensão de auxiliar estas empresas européias a expandir para novos mercados.
Milhões de euros serão destinados para estes centros de apoio no exterior, tendo como principal objetivo ajudar as empresas européias a enfrentar os desafios jurídicos e culturais que surgem ao trabalhar em novos mercados.
Inicialmente, as atividades dos Centros das PME’s estarão concentradas nos países emergentes, principalmente na Ásia. O “UE Business and Technology Centre” previsto para funcionar em Pequim, foi oficialmente aprovado durante a “11 ª Cimeira UE-China”, em maio de 2009. Durante a Cimeira, a China concordou em fornecer todo o apoio necessário para a UE criar um centro para facilitar o ingresso das suas PME’s no país.
Ainda este ano será aberto um escritório semelhante em Bangkok, na Tailândia, com um orçamento inicial de € 2,2 milhões. Este escritório será responsável por cobrir o sul da Tailândia e outros países que compõem o grupo da “Associação de Nações do Sudeste Asiático” (ASEAN, sigla em inglês). Ademais, o suporte para serviços similares de gestão privada também está previsto para ser implementado
Ademais, a UE também está conduzindo um estudo de viabilidade para avaliar a possibilidade de abrir uma “UE Business and Technology Centre”, em Moscou, na Rússia.
Além do planejamento da abertura dos escritórios, estão sendo revistos os objetivos deles, devido aos rumores de que esta promoção das PME’s européias no estrangeiro poderá interferir no trabalho realizado pelas embaixadas e autoridades nacionais de promoção da empresa.
Da mesma forma, houve temores de que estes “centros de aconselhamento” poderiam sobrepor-se ao trabalho desenvolvido por organizações empresariais ou empresas de consultoria privada. De acordo com a Comissão Européia os “serviços de apoio público devem ser limitados onde há uma falha de mercado".
Acompanhando o momento europeu, as PME’s norte-americanas estão sendo consideradas um motor para crescimento econômico estadunidense, desde que essas empresas chegaram a criar cerca de 65% dos novos empregos oferecidos no mercado de trabalho. Devido a esta favorável conjuntura, os EUA estão avaliando o modelo das políticas de incentivo às PME’s, pois pretendem aplicar um modelo parecido para incentivar a inserção dessas empresas norte-americanas no exterior.

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