O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está temeroso com a possível vitória do candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), José Serra, nas eleições presidenciais do Brasil a se realizarem em outubro deste ano, 2010.
Chávez tem comunicado que será uma catástrofe para o continente, pois representará um retrocesso a tudo o que foi conseguido pela esquerda, constituindo-se numa vitória dos EUA, que tudo farão para que o PT, com sua candidata, Dilma Roussef, perca as eleições.
O discurso chavista mantém-se vinculado ao padrão de oposição aos norte-americanos, como se dava no século XX. Analistas de política brasileira identificam o PSDB como um partido de centro-esquerda e não de direita, ao contrário do que tem sido dito pelo presidente venezuelano. Da mesma forma, também afirmam que nada implicará em um imediato alinhamento com os EUA.
O temor de Chávez, segundo interpretações apresentadas na mídia por cientistas políticos e analistas, está na oposição deste partido brasileiro ao regime político chavista, que tem sido identificado como antidemocrático pelas lideranças do PSDB, tanto que se posicionaram contra a entrada da Venezuela no MERCOSUL.
O receio é de que uma derrota de Dilma Roussef no Brasil leve a serem revistas as aproximações do Brasil com o governo venezuelano. Além disso, teme ficar isolado na região, restando apenas a Bolívia como aliada automática na América do Sul, uma vez que o cenário político na Argentina, no Paraguai e no Equador são hoje desfavoráveis aos líderes que estiveram ao lado de Hugo Chávez, durante os últimos seis anos.

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